Animateatro | “Corpo Pequenino, Olhos de Gigante”
10984
post-template-default,single,single-post,postid-10984,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,qode-theme-ver-3.4,wpb-js-composer js-comp-ver-5.0.1,vc_responsive

ANIMATEATRO

“Corpo Pequenino, Olhos de Gigante”

  |   agenda cinema s. vicente
  • 12 Junho (Domingo)

Cinema S. Vicente

11H

 

 

“Corpo Pequenino, Olhos de Gigante”

teatro infância-família de Ricardo Guerreiro Campos

M3 | 40min

 

 

Sobre

A obra pictórica e literária de José de Almada Negreiros, nome fundamental do modernismo português, desenha o pano de fundo da criação Corpo Pequenino, Olhos de Gigante, projeto para a infância e juventude, a estrear em janeiro de 2022. Artista multidisciplinar, Almada Negreiros empenhou-se ao longo do seu percurso artístico numa vasta diversidade de áreas e meios de expressão – desenho, pintura, ensaio, romance, poesia, tapeçaria, gravura, pintura mural, caricatura, mosaico, azulejo, vitral, cenografia e dança. Sem se fixar num domínio único e preciso, o que emerge do seu percurso é sobretudo a imagem do artista total, inclassificável, onde o todo supera a soma das partes. É sabido que, para Almada, os seus olhos por serem grandes passaram a constituir um traço fisionómico muito pessoal que o poeta (e sobretudo o artista plástico) largamente incorpora na visão de si mesmo. Desta forma, em 1921 escreveria O Menino D’Olhos de Gigante, um poema-imagem, quase fantástico, no qual nos é contada o confronto de um grande gigante que habita a serra, com um Menino que por ela passeia inquieto durante a noite e lhe tenta roubar os seus grandes olhos: “Bem sei que eu sou menino/também que valho bastante/no meu corpo pequenino/pôs Deus olhos de gigante“. Almada Negreiros constrói assim um discurso poético para falar sobre a importância dos olhos e do olhar, sobre os poderes e as hierarquias, a singularidade e a criatividade, o valor do corpo na infância vs. o corpo adulto. É nesta linha de pensamento que Corpo Pequenino, Olhos de Gigante se constrói enquanto espetáculo e enquanto processo, olhando para a criação artística e para o seu processo, para a perspetiva de um artista provocador e de vanguarda, experimentando diferentes possibilidades de participação do público com o objeto artístico. O processo tem-se focado numa aproximação real e concreta entre a equipa de criação e três grupos de crianças, de três faixas etárias diferentes. Com cada grupo têm sido implementadas um conjunto de ações que resulta em materiais de estudo para a construção do espetáculo, em torno de questões de escala, autoridade, hierarquia, perspetivas e memórias. Os três intérpretes do espetáculo corporalizam o triângulo de criação Teatro/Artes Visuais/Comunicação-Mediação. Rosa Dias que, além do sólido percurso como atriz, tem experiência na área da educação de crianças e jovens, tendo-se dedicado recentemente à área musical. Ricardo Guerreiro Campos, artista visual, performer e educador, tem investigado o corpo e as memórias de infância como potencial de ativação de um estado de atelier. Patrícia Paixão desenvolveu formação académica na área da comunicação e estudos culturais, sendo que o seu percurso tem, desde o início, cruzado áreas como as artes, equidade, e educação, tendo desenvolvido interesse entre o corpo e a sustentabilidade.

 

 

Sinopse

Numa noite de luar, ia pela serra um menino sozinho (ou seria uma menina?) de olhos bem abertos, sem sono para se deitar. Sem sono para se deitar porque tinha tanto para pensar. Ia a pensar e a sentir tantas coisas quando lhe apareceu um gigante. Sim, um gigante! E ainda por cima queria roubar-lhe os olhos. Já alguma vez te quiseram roubar os olhos?! É que dizem que sou eu o menino d’olhos de gigante; e eu juro, pela minha boa sorte, que não sou só eu!

 

 

Ficha Técnica e Artística

A partir de “O Menino d’ Olhos de Gigante”, de Almada Negreiros | Criação e Interpretação: Patrícia Paixão, Ricardo Guerreiro Campos, Rosa Dias | Coordenação de projeto, cenografia e figurinos: Ricardo Guerreiro Campos | Dramaturgia: Patrícia Paixão | Música original: Rosa Dias | Desenho de luz: José Maria Dias | Execução de Figurinos: Gertrudes Félix | Consultoria Artística e Pedagógica: Ana Lopes-Mesquita, Fátima Medeiros, Iolanda Rodrigues, Maria Luiz, Simão Palmeirim Costa | Residência Artístico-Pedagógica: Academia de Música e Belas-Artes Luísa Todi, Escola Básica nº_ do Peixe Frito, Escola Tom da Terra | Design de Comunicação, Imagem e Fotografia: Tomás Anjos Barão | Produção: Graziela Dias e Tomás Anjos Barão | Agradecimento: João Mota

 

 

Teaser: http://teatroestudiofontenova.com /corpo-pequenino-teaser