Animateatro | “Kokorokokaixa”
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ANIMATEATRO

“Kokorokokaixa”

  |   agenda cinema s. vicente
  • 12 Abril (Domingo)
    Cinema S. Vicente
    11H

 

 

“Kokorokokaixa”
teatro clownesco
por EXTREMO (Almada)
M6 | 60min

 

Sobre
“Kokorokokaixa” é um dos textos dramáticos para a infância, escritos em língua
alemã, mais
representados.
Obra elaborada por Paul Maar, um dos mais importantes escritores alemães
modernos para crianças
e jovens, sendo ele romancista, dramaturgo, tradutor e ilustrador, aborda, sem
equívocos, as questões
relacionadas com a amizade e como ela pode ser posta à prova pelos
mecanismos sociais
estabelecidos, numa sociedade em que a ganância, a competição e o
individualismo exacerbado
muitas vezes contrariam a necessária cooperação que deve existir entre os
seres humanos. A peça foi
traduzida para português por Christine Zurbach, Licenciada em Letras
Modernas pela Universidade de
Strasbourg e doutorada em Literatura Comparada, Estudos de Tradução e
Literatura pela
Universidade de Évora, outorgando-lhe o grau de exigência que a obra merece,
contrariando a
menorização de que muitas vezes o teatro para infância padece, a que se
juntou a “loucura da
linguagem clown” do criador belga Joseph Collard, com quem o Teatro Extremo
teve a oportunidade
de trabalhar anteriormente por três vezes: “Velho Palhaço Precisa-se” do
escritor romeno Matéi
Visniec, “Mythos” e “Era uma vez ou lá o que é que é”, criações do próprio
Joseph Collard que
contaram com ideias coletivas do elenco.

 

“Duas caixas, duas personagens.
Ficamos sempre intrigados quando abrimos uma caixa. O que é que está lá
dentro?
As duas personagens disputam quem tem a melhor caixa, a mais bonita, a
mais surpreendente, a mais
cobiçada. Cada uma tem o seu território, a sua propriedade, o seu estilo de
vida.
São amigos apesar das suas diferenças. Até que uma terceira personagem irá
destruir tudo.
É difícil construir, mas fácil destruir: é preciso lisonjear, fazer duvidar, mentir,
fazer acreditar, dar
notícias falsas…
Para além de lhes roubar a casa e os bens, destrói os laços de amizade.
“Kokorokokaixa” é um jogo clownesco sobre as armadilhas da posse, o desejo
de poder, a capacidade
de partilhar e o valor da verdadeira amizade.

Quem melhor do que os palhaços para passar da alegria à tristeza, da bondade
à malícia, da partilha
à individualidade.”
Joseph Collard

 

Sinopse
Bartolomeu e Cominhos são dois “sem abrigo”. “Vizinhos”, na rua. Não
poderiam ser mais diferentes
e mais iguais.
Apesar da forte ligação que possuem, devido à sua condição, discutem
frequentemente um com o
outro, especialmente sobre quem tem a mais bela caixa. Para cada um deles, o
seu caixote é o seu
“estilo de vida”. Dormem, vivem e defendem-no de acordo com o lema “A
minha casa é o meu
castelo”. Por isso eles provocam-se, discutem e até lutam. No entanto, usam o
seu afeto para
experimentar ideias e coisas sem qualquer propósito a não ser com o intuito de
brincar com a
imaginação.
A luta diária pelo título da melhor caixa é um dia interrompida pela chegada de
um misterioso
desconhecido. Um marchante musical. Ele trás consigo a sua “caixa de
música”; e é tão diferente de
Cominhos e de Bartolomeu que eles, à vez, o seguem, como os ratos, o
Flautista de Hamelin. No
entanto o marchante musical aproveita-se deles, põe um contra o outro e não
só rouba as suas caixas,
mas também quase destrói a sua “amizade”.
Só então é que os dois se apercebem: Se se mantiverem unidos, o marchante
musical não os pode
prejudicar. Reconciliam-se e finalmente partilham uma mesma caixa.
“Kokorokokaixa”, lança um olhar sobre as armadilhas da propriedade, a ânsia
de poder, mas que
também celebra a capacidade de partilhar, o valor da amizade, da convivência
pacífica e como vale
sempre a pena lutar por ela.

 

Ficha Técnica e Artística
Autor: Paul Maar; Tradução: Christine Zurbach; Ajuda tradução e adaptação para Francês: Alice Pestana; Direção artística: Joseph Collard; Assistência Direção Artística: Sara Castanheira; Interpretação: Bibi Gomes, Fernando Jorge Lopes, Rui Cerveira; Cenografia: Jean Marc Dercle; Imagem e Figurinos: Miguel Falcato; Costureira: Rosário Balbi; Desenho de Luz: Daniel Verdades; Direção Técnica: Celestino Verdades; Técnicos de Palco: Daniel Verdades, Sandro Esperança; Direção de Produção: Sofia Oliveira; Produção: Josefina Correia e Paula Almeida; Comunicação e Assessoria de Imprensa: Nádia Santos; Promoção: Victor Pinto Ângelo; Design Gráfico: P2F Atelier; Fotografia: José Frade; Produção AudioVisual: Diogo Barbosa 61ª criação do Teatro
Extremo